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Veículo da Nasa detecta vidro em crateras de Marte

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Cientistas detectaram fragmentos de vidro nas crateras de Marte. Os resíduos teriam se formado por causa de um violento impacto, provavelmente de algum asteroide, e podem dar pistas que podem levar à descoberta de vida no planeta. Os cientistas Kevin Cannon e Jack Mustard estudaram a superfície do planeta, registrada por um veículo da Nasa, e divulgaram a descoberta na publicação científica Geology. Cannon e Mustard são os principais investigadores do material enviado pela sonda da Nasa que explora o planeta.

Para identificar os minerais e tipos de rochas remotamente, os cientistas mediram o espectro da luz refletida na superfície do planeta. Mas o vidro criado por causa de um impacto não costuma ter particularmente sinais fortes de reflexo da luz. Ou seja, eles não conseguiam saber, com certeza, do que se tratava o material de cor verde que pode ser visto na foto acima.

Cannon resolveu fazer um teste em laboratório: misturou diversos tipos de poeiras com composição parecida com as das rochas e do solo de Marte e os colocou em um forno para que o vidro fosse formado. A partir daí, mediu o sinal espectral do vidro, para saber como ele refletiria. Usando um algoritmo, Mustard capturou sinais semelhantes enviados pelo sistema do veículo da Nasa que tirou as fotos.

Dessa forma, os cientistas descobriram que as crateras tinham vidro em suas entranhas. A busca por vidro se baseou em um estudo de 2014, liderado pelo cientista Peter Schultz, da Brown University, nos Estados Unidos. Ele descobriu moléculas orgânicas em partículas de vidro na Argentina, que haviam sido formadas através de um impacto de algum asteroide, milhões de anos atrás. Ao descobrir que havia vidro nas crateras de Marte, os cientistas concluíram que trata-se de uma pista para se descobrir se o planeta já abrigou vida molecular. 

"A análise dos pesquisadores sugere que os depósitos de vidro são ligados a impactos em Marte", afirmou o diretor da divisão de ciência planetária da Nasa, Jim Green, em entrevista ao site da agência. A região onde o vidro foi encontrado é uma das áreas onde a Nasa pretende pousar em 2020, em uma missão para coletar amostras de solo e de rochas. 

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